

























































Saudações nobres leitores...
Hoje amanheci nostálgica, melancólica que por sinal já tinha um bom tempo que não me sentia assim. Esses 5 meses que estou sozinha já estão me pesando. Ás vezes fico me torturando com meus pensamentos passados e sentimentos passados, sei que tudo está enterrado e morto, mas algo em mim parece ser masoquista que gosta de sofrer e sentir dor. Agora sei que meu coração é um masoquista, não queria que fosse mais é, e minha razão é completamente sadista. Engraçado, mais é assim que me sinto hoje. Quero muito me entregar de corpo e alma, mais as pessoas que me cercam não são para mim, eu sinto isso. Na verdade nem sei o porquê estou escrevendo, mas preciso desabafar, algo natural do meu ser. O meu defeito é esperar o máximo das pessoas e elas não podem me dar nem o seu mínimo. Odeio pessoas assim, que não vivem, não curtem o momento como um "Carpe Diem", que é realmente como a vida tem que ser... Não me prolongarei nas palavras...
Poeta Simbolista: Cruz e Sousa

Tristeza do Infinito
Anda em mim, soturnamente,
Uma tristeza ociosa,
Sem objetivo, latente,
Vaga, indecisa, medrosa.
Como ave torva e sem rumo,
Ondula, vagueia, oscila
E sobe em nuvens de fumo
E na minh'alma se asila.
Uma tristeza que eu, mudo,
Fico meditando
E meditando, por tudo
E em toda a parte sonhando.
Tristeza de não sei onde,
De não sei quando nem como...
Flor mortal, que dentro esconde
Sementes de um mago pomo.
Certa tristeza indizível,
Abstrata, como se fosse
A grande alma do Sensível
Magoada, mística, doce.
Ah! tristeza imponderável,
Abismo, místério aflito,
Torturante, formidável...
Ah! Tristeza do Infinito!
(Cruz e Sousa)
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Essa música era como me senti quando tudo acabou...

Ternura
Uma vez você falou
Que era meu o seu amor
Que ninguém ia separar
Você de mim
Agora você vem dizendo adeus
O que foi que eu fiz
Prá que você
Me trate assim?...
Todo amor que eu guardei
A você eu entreguei
E eu não mereço tanta dor
Tanto sofrer
Agora você vem dizendo adeus
O que foi que eu fiz
Prá que você
Me trate assim?...
Toda ternura que eu lhe dei
Ninguém no mundo
Vai lhe ofertar
E seus cabelos
Só eu sei como afagar...
O meu pobre coração
Já não quer mais ilusão
Já não suporta mais sofrer
Ingratidão
Agora você vem dizendo
Dizendo adeus
O que foi que eu fiz
Prá que você
Me trate assim?...
Agora você vem dizendo
Me dizendo adeus
O que foi que eu fiz
Prá que você
Me trate assim?
Toda Ternura...
(Isabella Taviani)
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Esse é o primeiro poema que escrevi...

Estou sozinha no meio dessa noite
Andando sem rumo por aí
Vejo a natureza passar diante de mim
E o céu guarda sua magia
Estou diante dessas nuvens carregadas
Presencio chuvas que caem
E molham o meu corpo.
Chuvas que caem diante de mim
Chuvas que caem e me purifica
Chuvas que caem como sangue no cálice
Chuvas que caem me tatuando
Tatuando com mancha negra o meu coração.
E logo vai embora
Deixando-me novamente
No meio dessa noite
Noite que parece infinita
Noite que guarda o meu mistério
E me deixa nessa amarga solidão.
(Elayne Pereira)
Beijos Gélidos.
Cordiais Saudações!!!
Porque sinto um vazio imenso no peito, uma dor...
Eis ai um poema meu...

Meu semblante pálido demonstra minha dor
Essa ferida que ficou por dentro
Está difícil de cicatrizar
Derramo lágrimas de sangue
Por tudo que passei
E agora o que me resta
É a infinita morte cravada em meu ser, em meu destino
Assim minha alma mórbida poderá descansar com todos aqueles sofredores desse mundo devasso.
Beijos Gélidos.
Cordiais Saudações...
Hoje será a vez de uma poetisa que admiro muito e intensamente: Florbela Espanca. Desde quando conheci sua história minha vida mudou muito e olha que já são 6 anos de admiração e fanatismo por essa mulher querida e gloriosa. Não sei o quê, mais tenho algo ligado a ela, pois suas palavras são muito íntimas e de grande semelhança com meu ser.
Florbela Espanca nasceu no Alentejo, em Vila Viçosa, a 8 de Dezembro de 1894. Com a sua personalidade de uma riqueza interior excepcional, escreveu os seus versos com uma perturbação ardente, revelando um erotismo feminino transcendido, pondo a nu a intimidade da mulher, dando novos rumos à consciência literária nascida de vivências femininas. A sua Poesia é de uma imensa intensidade lírica e profundo erotismo. Cultivou exacerbadamente a paixão, com voz marcadamente feminina sem que alguns críticos não deixem de lhe encontrar, por isso mesmo, um "dom-juanismo no feminino". O sofrimento, a solidão, o desencanto, aliados a imensa ternura e a um desejo de felicidade e plenitude que só poderão ser alcançados no absoluto, no infinito, constituem a temática veiculada pela veemência passional da sua linguagem. Transbordando a convulsão interior da poetisa pela natureza, a paisagem da charneca alentejana está presente em muitas das suas imagens e poemas. A sua obra lírica, iniciada em 1919, com o Livro das Mágoas, antecipa em seu meio a emancipação literária da mulher. No dia 8 de dezembro de 1930, dia de seu aniversário, agravados os problemas de saúde, sobretudo de ordem psicológica, morre Florbela Espanca. O seu suicídio foi socialmente manipulado e, oficialmente, apresentada como causa da morte, um «edema pulmonar».

Silêncio!
No fadário que é meu, neste penar,
Noite alta, noite escura, noite morta,
Sou o vento que geme e quer entrar,
Sou o vento que vai bater-te à porta...
Vivo longe de ti, mas que me importa?
Se eu já não vivo em mim! Ando a vaguear
Em roda à tua casa, a procurar
Beber-te a voz, apaixonada, absorta!
Estou junto de ti e nâo me vês...
Quantas vezes no livro que tu lês
Meu olhar se pousou e se perdeu!
Trago-te como um filho nos meus braços!...
E na tua casa... escuta!... Uns leves passos...
Silêncio, meu Amor! Abre... sou eu...
Fonte:http://www.mulheres-ps20.ipp.pt/Florb-Espanca.htm#Biografia
Beijos Gélidos.
Cordiais Saudações Noturnas!!!
Hoje postarei um trecho do livro Fausto de Goethe, antes de mais nada quem foi esse autor?
Johann Wolfgang Von Goethe foi um importante romancista, dramaturgo e filósofo alemão. Nasceu na cidade de Frankfurt em 28 de agosto de 1749 e morreu em Weimar, no dia 22 de março de 1832. Goethe era formado em Direito e chegou a atuar como advogado por pouco tempo. Como sua paixão era a literatura, resolveu dedicar-se a esta área. Fez parte de dois movimentos literários importantes: romantismo e expressionismo. Apresentou também um grande interesse pela pintura e desenho.No ano de 1786 foi para a Itália, onde morou por dois anos. Neste período escreveu importantes obras como, por exemplo, Torquato Tasso (drama), Ifigênia em Taúrides (peça de teatro) e as Elegias Romanas. Porém, sua grande obra foi o poema Fausto, escrito em 1806. Baseada numa lenda, esta obra relata a vida de Dr. Fausto, que vendeu a alma para o diabo em troca de prazeres terrenos, riqueza e poderes ilimitados.
Está o Poeta no seu camarim, passeando e falando consigo mesmo, antes de compor o livro
"Tornai-me a aparecer, entes imaginários,
que me enchíeis outrora os olhos visionários!
Poder-vos-ei fixar?... Tenho inda coração
capaz de se render à vossa sedução?...
Chegam... que densa turba! Envolve-me... Não posso
furtar-me ao seu triunfo. Eis-me, Visões, sou vosso.
Vai-se-me em névoa o mundo. Emanações subtis
que exalais, vem tornar-me aos anos juvenis.
Que imagens que trazeis de dias tão risonhos!...
Caras sombras! sois vós? aéreas como em sonhos?
Como recordação de lenda já perdida,
volve o amor, a amizade, e reassumem vida;
torna a dor a doer. Oh vida! oh labirinto!
de novo o mesmo sois. Já renascer me sinto.
Cá ’stão os bons d’outrora, entes que já gozaram
horas de oiro, e também... como elas se escoaram.
Não me hão-de ouvir agora os mesmos, bem o sei,
para quem noutro tempo os versos meus cantei.
Sumiu-se, aniquilou-se aquela amiga turba,
que nem com som mortiço os ecos já perturba.
Vibra meu canto agora a ignota multidão,
cujo aplauso, ai de mim! me aperta o coração;
e os a quem meu cantar outrora foi jucundo,
erram, se inda alguns há, dispersos pelo mundo.
Ai, plácida mansão, de espíritos morada!
revive na saudade, há tanto descorada!
Começa em vagos sons meu estro a palpitar,
qual de uma harpa eólia o triste delirar...
Já sinto estremeções; o pranto segue ao pranto,
e o duro coração se abranda por encanto.
O que foi, torna a ser. O que é, perde existência.
O palpável é nada. O nada assume essência."

Fonte: http://www.infojur.ccj.ufsc.br/aires/arquivos/Fausto%20-%20Goethe%20ebook%20literatura.htm